O fácil, o difícil e o simples

A escrita deste texto foi inspirada pelo seguinte post, encontrado no blog do Rodrigo Yoshima, figura carimbada na comunidade Java.
Nem faz tanto tempo assim que trabalho com software, mas o meu grande interesse pela indústria me traz diversos tipos de reflexões e conclusões a seu respeito.
Uma das conclusões é a de que pessoas têm preguiça de pensar e inovar.
É onde entra o fácil.
Fácil é desenvolver software do mesmo jeito, sempre.
Tornando-se imperceptível o quão ineficiente e falho são os métodos de trabalho empregados.
Há aqueles que enaltecem o difícil.
Desenhando arquiteturas engenhosas, mas incrivelmente improdutivas e mal empregadas.
A pegadinha acontece quando se fala no simples.
Chegar a uma solução simples é mais difícil do que chegar a uma solução fácil, e também mais difícil do que fazer algo complexo.
A solução simples é aquela que viabilizará maior produtividade, resultando em entregas mais frequentes.
É também aquela que exigirá maior know-how técnico durante sua concepção.
Você já parou para pensar que tipo de pessoa arquitetou o software em que você está trabalhando?
Ou em quão produtivo tem sido o seu trabalho?
Que tal começar analisando a quantidade de código que você precisa escrever para entregar software.
É incrivelmente grande a quantidade de trabalho repetitivo e desnecessário sendo realizado por aqueles que não estão em contato com uma solução simples.
E caso você se encontre neste cenário, considere-se acima da média simplesmente por ter reconhecido o fato.
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